O debate sobre políticas públicas voltadas às pessoas com deficiência ganhou espaço na agenda do candidato a deputado estadual Marcos Garcia. Na manhã desta quinta-feira (10), em Linhares, ele se reuniu com a vereadora Kelley Bonicenha, procuradora da Pessoa com Deficiência da Câmara Municipal, para ouvir demandas e discutir medidas que possam contribuir para ampliar a inclusão no Espírito Santo.
O encontro teve como foco temas que fazem parte da rotina de milhares de capixabas, como acessibilidade, atendimento especializado, reabilitação, inclusão pelo esporte, qualificação profissional e acesso ao mercado de trabalho.
A conversa também esteve relacionada ao movimento Ouvir para Construir, iniciativa defendida por Marcos Garcia para levantar demandas diretamente com representantes da sociedade e transformá-las em prioridades para uma eventual atuação na Assembleia Legislativa.
Reunião teve foco nas principais dificuldades enfrentadas por PCDs
Durante cerca de duas horas de conversa, foram abordados diferentes obstáculos encontrados pelas pessoas com deficiência no acesso aos serviços e às oportunidades oferecidas pelo poder público.
Entre os assuntos discutidos estiveram saúde, educação, mobilidade, transporte, esporte, trabalho e acessibilidade. A proposta, segundo o material divulgado sobre a reunião, é identificar problemas que ainda fazem parte da realidade das pessoas com deficiência e buscar caminhos para melhorar a estrutura de atendimento.
Para Marcos Garcia, a construção de políticas públicas precisa considerar as experiências de quem acompanha de perto essas dificuldades.
A participação de Kelley Bonicenha no encontro teve justamente esse papel. Além da atuação parlamentar em Linhares, a vereadora possui trajetória ligada à área esportiva e à inclusão e já esteve à frente de seleções brasileiras paralímpicas.
A experiência, segundo a proposta apresentada durante a reunião, contribui para aproximar a discussão política das necessidades concretas enfrentadas pela população.
Quatro áreas devem orientar atuação proposta por Marcos Garcia
A partir das demandas apresentadas, Marcos Garcia indicou quatro frentes que pretende priorizar em sua atuação relacionada às pessoas com deficiência.
A primeira envolve o fortalecimento das instituições que prestam atendimento à população PCD. A ideia é continuar apoiando entidades que desenvolvem atividades de assistência, inclusão e atendimento especializado.
Outro ponto destacado é o esporte como instrumento de inclusão. A proposta é ampliar iniciativas que utilizem a prática esportiva para promover participação social, desenvolvimento e oportunidades para pessoas com deficiência.
As outras duas áreas apontadas são saúde e reabilitação, além de autonomia e trabalho.
Saúde e reabilitação estão entre as prioridades
Na área da saúde, a proposta apresentada durante o encontro prevê a ampliação e regionalização da Rede de Cuidados à Pessoa com Deficiência.
O objetivo seria fazer com que serviços de reabilitação e atendimento especializado estejam disponíveis de maneira mais próxima da população de diferentes regiões do Espírito Santo.
Também entram nessa discussão recursos e equipamentos utilizados no processo de reabilitação, como tecnologias assistivas, órteses e próteses.
A descentralização desses serviços é apontada como uma forma de reduzir dificuldades enfrentadas por famílias que precisam buscar atendimento especializado fora de suas cidades.
Inclusão no mercado de trabalho também entra na pauta
Outro eixo apresentado por Marcos Garcia está relacionado à autonomia financeira e profissional das pessoas com deficiência.
A proposta é trabalhar pela criação de uma política estadual de inclusão produtiva, aproximando pessoas com deficiência, empresas, programas de qualificação e oportunidades de emprego.
A iniciativa busca ir além da discussão sobre acesso ao trabalho e criar mecanismos que facilitem a preparação profissional e a conexão entre trabalhadores e empregadores.
A ideia envolve, portanto, diferentes setores: poder público, empresas, instituições de qualificação e pessoas com deficiência.
Histórico de atuação na área
Segundo as informações divulgadas pela campanha, a pauta da inclusão já faz parte da trajetória de Marcos Garcia.
O candidato participou da criação da Associação de Pais e Amigos dos Autistas de Linhares e, durante seu mandato como deputado estadual, entre 2019 e 2022, destinou recursos por meio de emendas parlamentares para instituições que trabalham diretamente com pessoas com deficiência.
Entre as entidades citadas está a Associação de Deficientes de Linhares (Adefil).
A experiência anterior é apresentada como uma das bases para a proposta de ampliar a atuação nessa área caso retorne ao Legislativo estadual.

Ouvir para Construir busca transformar demandas em propostas
A reunião com Kelley Bonicenha também reforça a estratégia do movimento Ouvir para Construir, que tem como proposta ouvir diferentes setores da sociedade antes de definir prioridades de atuação política.
Nesse modelo, as demandas apresentadas por moradores, representantes de entidades e lideranças são utilizadas como ponto de partida para discutir possíveis projetos e ações.
No caso das pessoas com deficiência, a agenda envolve uma série de áreas que ultrapassam a questão da acessibilidade física.
Saúde, educação, esporte, emprego, transporte, mobilidade e acesso aos serviços públicos estão entre os temas que podem influenciar diretamente a autonomia e a qualidade de vida dessa parcela da população.
A proposta defendida por Marcos Garcia é utilizar essas demandas para estabelecer prioridades e buscar soluções por meio do trabalho parlamentar, da articulação de recursos e da apresentação de propostas.
Acessibilidade permanece como desafio
A acessibilidade é outro ponto central no debate sobre inclusão. Para garantir participação plena na sociedade, pessoas com deficiência precisam encontrar condições adequadas para circular, estudar, trabalhar, praticar esportes e utilizar serviços públicos.
Por isso, a discussão levantada durante o encontro não se limita à criação de programas específicos. Também envolve a necessidade de adaptar estruturas e serviços às diferentes necessidades da população.
Nesse contexto, medidas relacionadas à tecnologia assistiva, reabilitação, transporte e atendimento especializado podem ter impacto direto na autonomia das pessoas com deficiência.
Proposta busca aproximar política e realidade da população
O encontro realizado em Linhares ocorreu em um momento de movimentação política no Espírito Santo e faz parte da agenda de Marcos Garcia como candidato a deputado estadual.
Ao colocar as políticas para pessoas com deficiência entre os temas discutidos, o candidato procura apresentar uma agenda que envolve diferentes áreas da administração pública.
A intenção anunciada é transformar as demandas identificadas durante as conversas em propostas para uma eventual atuação no Legislativo estadual.
O desafio, nesse caso, passa por transformar compromissos políticos em medidas que possam efetivamente ampliar o acesso a serviços, fortalecer entidades e criar novas oportunidades.
Debate sobre inclusão ganha espaço na agenda estadual
As políticas destinadas às pessoas com deficiência exigem atuação conjunta entre municípios, Estado, instituições e sociedade civil.
Em um estado com diferentes realidades regionais, a disponibilidade de serviços especializados também pode variar de acordo com a cidade onde a pessoa vive. Por isso, a regionalização da assistência e o fortalecimento das redes de atendimento aparecem como pontos relevantes no debate.
A proposta apresentada por Marcos Garcia reúne ações em áreas como saúde, esporte, trabalho e fortalecimento institucional.
A reunião com Kelley Bonicenha, dessa forma, serviu para colocar essas demandas em discussão e estabelecer os principais eixos que o candidato pretende defender relacionados à inclusão.
Para além do período eleitoral, o debate sobre acessibilidade e direitos das pessoas com deficiência permanece ligado à necessidade de políticas públicas permanentes, capazes de garantir atendimento, autonomia e participação social.
A partir das demandas apresentadas, o movimento Ouvir para Construir pretende continuar reunindo sugestões de diferentes setores da sociedade e utilizar essas informações para definir prioridades de atuação no Espírito Santo.







































