A reforma tributária já começou a transformar o cenário econômico brasileiro e, embora sua implantação seja gradual, as mudanças previstas para os próximos anos exigirão atenção redobrada do setor agropecuário. Durante um encontro realizado em Linhares, especialistas apresentaram os principais impactos do novo modelo tributário para o agronegócio e destacaram a necessidade de planejamento. Entre as lideranças presentes, Marcos Garcia chamou a atenção para a importância de os produtores rurais iniciarem desde já o processo de adaptação às novas regras.
O evento, promovido pela Associação dos Contabilistas de Linhares (Ascol), reuniu produtores rurais, profissionais da contabilidade e especialistas em tributação para esclarecer dúvidas sobre a reforma e orientar o setor quanto às mudanças que serão implementadas de forma progressiva até 2033. Para Marcos Garcia, o momento exige informação, organização e planejamento para que o agronegócio mantenha sua competitividade.
O que muda com a reforma tributária para o agronegócio?
A principal alteração promovida pela reforma tributária é a criação do chamado IVA Dual, modelo que substituirá diversos tributos atualmente cobrados sobre o consumo. O sistema será dividido em dois impostos: o Imposto sobre Bens e Serviços (IBS), administrado por estados e municípios, e a Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS), de competência federal. Também será criado o Imposto Seletivo, destinado à tributação de produtos considerados prejudiciais à saúde ou ao meio ambiente.
Segundo especialistas, a simplificação do sistema tributário representa um avanço, porém exigirá uma profunda reorganização dos processos fiscais das propriedades rurais. Para Marcos Garcia, essa adaptação não deve ser deixada para os últimos anos da transição. O produtor que se antecipar terá mais segurança para enfrentar as novas exigências legais e reduzir possíveis impactos financeiros.
Encontro em Linhares debate impactos da reforma tributária
Durante a programação, o auditor fiscal da Secretaria da Fazenda do Espírito Santo, André Gomes Santana, explicou como ocorrerá a implementação das novas regras e ressaltou que o período de transição servirá para que empresas e produtores se adaptem ao novo modelo sem aumento imediato da carga tributária.
Em sua participação no encontro, Marcos Garcia destacou que o agronegócio capixaba possui papel estratégico para a economia estadual e que qualquer mudança tributária deve ser acompanhada com responsabilidade. Para ele, investir em conhecimento será tão importante quanto investir na produção.
“É fundamental que o produtor rural comece desde já a se preparar. Informação, planejamento e organização serão essenciais para que possamos enfrentar essa transição com segurança e preservar a competitividade do agronegócio”, afirmou Marcos Garcia.
Agronegócio capixaba tem papel estratégico na economia
O Espírito Santo possui forte participação do agronegócio em sua economia. Somente em 2025, as exportações ligadas às atividades rurais movimentaram aproximadamente R$ 17 bilhões, demonstrando a relevância do setor para geração de emprego, renda e desenvolvimento regional. Nesse cenário, Marcos Garcia reforçou que qualquer alteração tributária precisa ser acompanhada de perto pelos produtores.

Tributos passarão a ser cobrados no destino
Outro ponto importante apresentado durante o encontro diz respeito à mudança no princípio da tributação. Com a reforma, os impostos passarão a ser recolhidos no local onde ocorre o consumo do produto ou serviço, deixando de ser cobrados no local de origem da produção. A medida busca reduzir disputas fiscais entre estados e promover maior equilíbrio na arrecadação.
Benefícios previstos na reforma tributária
Além das mudanças voltadas ao setor produtivo, a reforma também prevê benefícios para os consumidores.
Isenção da cesta básica e cashback para famílias de baixa renda
Entre as principais medidas estão a isenção total de impostos para produtos da cesta básica nacional, a redução de 60% na tributação de medicamentos, transporte coletivo e outros itens definidos em lei, além da criação de um sistema de cashback destinado às famílias de baixa renda.
Cronograma da implantação da reforma tributária
O cronograma de implantação também foi detalhado aos participantes. Em 2026 terá início a fase de testes, quando as notas fiscais passarão a apresentar alíquotas simbólicas de 0,9% para a CBS e 0,1% para o IBS. Essa etapa permitirá que empresas, produtores e órgãos públicos realizem ajustes antes da implantação definitiva, prevista para 2033.
Organização contábil será fundamental para os produtores rurais
Para Marcos Garcia, esse período de transição representa uma oportunidade para que os produtores organizem seus processos administrativos, atualizem sistemas de gestão e mantenham toda a documentação fiscal em conformidade com as novas exigências. Segundo ele, agir antecipadamente poderá evitar problemas futuros e proporcionar maior tranquilidade durante a adaptação.
Especialistas presentes no encontro também defenderam que produtores rurais invistam em sistemas de gestão específicos para o campo, capazes de controlar notas fiscais, estoques, compras, vendas e demais operações da atividade rural. Essas ferramentas deverão ganhar ainda mais importância com a chegada do novo modelo tributário.
Na avaliação de Marcos Garcia, a contabilidade deixará de ser apenas uma obrigação legal e passará a desempenhar papel estratégico dentro das propriedades rurais. O acompanhamento permanente das mudanças na legislação permitirá identificar oportunidades de planejamento tributário e reduzir riscos decorrentes do descumprimento das novas normas.
Marcos Garcia defende planejamento para enfrentar a transição
Os participantes também foram orientados a manter contato constante com profissionais especializados, já que diversos detalhes da regulamentação da reforma tributária ainda serão publicados pelo Governo Federal ao longo dos próximos anos. Para Marcos Garcia, acompanhar essas atualizações será indispensável para que o produtor rural tome decisões com segurança.
A expectativa é que o novo sistema torne a tributação mais simples, transparente e uniforme em todo o país. No entanto, especialistas alertam que o sucesso dessa transição dependerá da capacidade de adaptação dos produtores e da qualidade das informações utilizadas na gestão das propriedades.
Ao encerrar sua participação no evento, Marcos Garcia voltou a enfatizar que planejamento, organização e conhecimento serão os principais aliados do produtor rural nos próximos anos. Segundo ele, quem iniciar esse processo desde agora estará mais preparado para enfrentar os desafios da reforma tributária, preservar a competitividade do agronegócio e aproveitar as oportunidades que poderão surgir com o novo sistema fiscal.
A mensagem deixada por Marcos Garcia aos produtores foi clara: a reforma tributária não deve ser vista apenas como uma mudança na cobrança de impostos, mas como um novo momento para modernizar a gestão das propriedades rurais, fortalecer a administração financeira e garantir maior eficiência nas atividades do campo. Dessa forma, Marcos Garcia acredita que o agronegócio capixaba continuará crescendo de forma sustentável e competitiva nos próximos anos.










































