O candidato do PT ao Governo do Espírito Santo, Helder Salomão, aumentou o tom das críticas aos principais adversários na corrida pelo Palácio Anchieta. Durante o lançamento de seu plano de governo, realizado na noite de quinta-feira (13), em Vitória, o petista direcionou críticas ao governador Ricardo Ferraço (MDB) e ao ex-prefeito de Vitória Lorenzo Pazolini (Republicanos).
Durante o evento, Helder Salomão afirmou que os dois adversários apresentam características semelhantes e representam, na avaliação dele, projetos políticos pessoais. O candidato também diferenciou a forma como pretende se posicionar diante de cada um durante a campanha eleitoral.
Sem citar inicialmente os nomes dos adversários, Helder Salomão classificou Pazolini como um líder autoritário e afirmou que Ricardo Ferraço ocupa uma posição de coadjuvante no cenário político estadual.
As declarações foram feitas após a apresentação do plano de governo do candidato, que reúne propostas para diferentes áreas da administração pública. O documento apresentado pelo petista conta com 276 ações distribuídas em 11 eixos temáticos.
Helder Salomão aumenta críticas aos adversários
A estratégia adotada por Helder Salomão durante o lançamento do plano de governo reforça uma linha que o candidato já vinha apresentando desde o início da campanha.
O petista tem buscado estabelecer diferenças entre sua candidatura e os projetos políticos de Ricardo Ferraço e Lorenzo Pazolini. Na avaliação de Helder Salomão, os dois adversários possuem métodos e pautas semelhantes e disputam uma parcela do eleitorado identificado com a direita.
Durante o evento em Vitória, o candidato afirmou que Ricardo e Pazolini seriam representantes de projetos pessoais. Segundo Helder Salomão, sua candidatura pretende apresentar uma alternativa política baseada no diálogo e na participação popular.
O petista também afirmou que pretende conversar com diferentes setores políticos, independentemente de estarem posicionados no centro ou à direita, desde que, segundo ele, tenham como princípio a defesa da democracia.
A fala marcou uma nova etapa na estratégia eleitoral de Helder Salomão, que tenta se apresentar como uma alternativa aos dois nomes que considera seus principais adversários na disputa pelo governo estadual.
Críticas a Lorenzo Pazolini
Ao falar especificamente sobre Lorenzo Pazolini, Helder Salomão adotou um tom mais duro. O candidato do PT classificou o ex-prefeito de Vitória como um líder autoritário.
Segundo Helder Salomão, Pazolini teria demonstrado, durante sua passagem pela Prefeitura de Vitória, uma dificuldade de estabelecer diálogo com o Legislativo e com diferentes setores da sociedade.
O petista afirmou ainda que, em sua avaliação, um líder político não deve apenas determinar decisões, mas precisa saber ouvir, delegar e construir ações em conjunto.
A crítica de Helder Salomão também está relacionada ao posicionamento político de Pazolini e às alianças construídas pelo ex-prefeito para a disputa estadual.
O candidato petista citou a aproximação de Pazolini com o PL e com nomes ligados à família Bolsonaro como uma das razões para estabelecer uma diferença entre os dois projetos políticos.
Na avaliação de Helder Salomão, esse posicionamento coloca Pazolini em um campo político com o qual ele afirma não pretender estabelecer diálogo durante o primeiro turno.

Helder Salomão fala sobre Ricardo Ferraço
As críticas de Helder Salomão também atingiram o governador Ricardo Ferraço, que busca permanecer no comando do Espírito Santo nas eleições de 2026.
Ao comentar o atual governador, o petista afirmou que Ricardo seria um “líder coadjuvante”. A declaração foi feita em referência à avaliação de que o governador ainda estaria politicamente ligado ao grupo liderado pelo ex-governador Renato Casagrande, principal apoiador de sua candidatura.
Para Helder Salomão, Ricardo Ferraço não estaria conseguindo manter parte do que foi construído durante a administração de Casagrande.
O candidato do PT também questionou a capacidade de liderança do atual governador para conduzir um novo ciclo de desenvolvimento econômico e social no Espírito Santo.
Na visão de Helder Salomão, o Estado precisará de articulação entre diferentes setores da sociedade, partidos políticos e instituições para avançar nos próximos anos.
O petista afirmou que não pretende governar apenas para seu partido ou para sua federação. Segundo ele, a intenção é construir uma administração voltada para toda a população capixaba.
Possível segundo turno entra no discurso
Outro ponto destacado por Helder Salomão foi a possibilidade de alianças em um eventual segundo turno.
O candidato afirmou que não pretende estabelecer diálogo com Ricardo Ferraço durante o primeiro turno porque os dois estarão disputando diretamente o mesmo cargo. No entanto, indicou que o cenário poderia mudar caso ele avance para a segunda etapa da eleição.
Segundo a estratégia apresentada por Helder Salomão, se o segundo turno fosse disputado entre ele e Pazolini, o petista poderia buscar apoio de Ricardo Ferraço e de integrantes da coalizão governista para enfrentar o candidato do Republicanos.
Por outro lado, caso Helder Salomão chegasse ao segundo turno contra Ricardo Ferraço, a estratégia seria diferente e não envolveria uma aproximação com Pazolini.
A declaração mostra como o cenário eleitoral para o Governo do Espírito Santo começa a ser trabalhado também considerando possíveis alianças para a segunda etapa da disputa.
Plano de governo tem 276 ações
Além das críticas aos adversários, Helder Salomão apresentou oficialmente seu plano de governo durante o evento realizado em Vitória.
O documento reúne 276 ações divididas em 11 eixos temáticos. Durante o lançamento, o candidato também apresentou 19 compromissos considerados prioritários para sua eventual administração.
Segundo Helder Salomão, o plano foi construído a partir de um processo de participação social iniciado ainda no ano passado.
O candidato afirmou que o documento contou com contribuições de representantes da academia, especialistas, lideranças partidárias, movimentos sociais e instituições.
A proposta, segundo Helder Salomão, pretende se diferenciar dos projetos de seus adversários justamente pela forma como foi construída.
O petista afirmou que milhares de pessoas participaram do processo de discussão e que as propostas foram elaboradas a partir de demandas apresentadas pela população.
Durante o evento, Helder Salomão também afirmou que, pela primeira vez, o Espírito Santo poderá ter um professor no comando do Governo do Estado.
Disputa pelo Governo do Espírito Santo
A movimentação de Helder Salomão acontece em um momento de intensificação da disputa pelo Palácio Anchieta. Além do petista, Ricardo Ferraço e Lorenzo Pazolini aparecem como nomes centrais na corrida eleitoral.
O cenário ainda deverá passar por mudanças ao longo da campanha, principalmente com a definição das alianças, estratégias partidárias e posicionamentos dos candidatos.
Para Helder Salomão, a estratégia será tentar ocupar um espaço próprio no eleitorado e se apresentar como uma alternativa aos projetos de direita e centro-direita.
As críticas a Pazolini e Ricardo Ferraço fazem parte dessa tentativa de diferenciação.
Ao mesmo tempo, o discurso de Helder Salomão indica que o candidato pretende manter abertas as possibilidades de articulação política para um eventual segundo turno.
A campanha também deverá ser marcada pela discussão sobre os diferentes modelos de administração propostos pelos candidatos e pela avaliação dos eleitores sobre a atual gestão estadual.
Helder Salomão aposta em discurso de participação popular
Ao apresentar seu plano de governo, Helder Salomão tentou associar sua candidatura a uma proposta de participação popular e diálogo entre diferentes setores.
O candidato afirmou que pretende ouvir as demandas da população antes de tomar decisões e utilizou esse argumento para estabelecer uma diferença em relação aos adversários.
Para Helder Salomão, a construção coletiva do plano representa uma das principais características de sua candidatura.
O petista também reforçou que pretende conversar com setores políticos diferentes, desde que exista, segundo sua avaliação, compromisso com os princípios democráticos.
As declarações feitas durante o lançamento do plano mostram que Helder Salomão deverá adotar uma postura mais incisiva contra seus principais adversários durante a campanha.
Ao mesmo tempo em que critica Pazolini e Ricardo Ferraço, o candidato busca apresentar suas propostas e ampliar o diálogo com diferentes segmentos do eleitorado capixaba.
Com a campanha avançando, as próximas semanas devem ser importantes para definir o tamanho das alianças e o posicionamento de cada candidatura na disputa pelo Governo do Espírito Santo.
As declarações feitas por Helder Salomão sobre Lorenzo Pazolini e Ricardo Ferraço representam, portanto, mais um capítulo da disputa eleitoral de 2026 e sinalizam que o confronto entre os principais candidatos tende a ganhar intensidade conforme a eleição se aproxima.









































