A corrida pelo Governo do Espírito Santo ganhou novos contornos com a divulgação de levantamentos eleitorais que analisam não apenas a intenção de voto no primeiro turno, mas também possíveis confrontos diretos entre os principais candidatos. Em um dos cenários pesquisados, Pazolini aparece à frente em uma eventual disputa de segundo turno pelo comando do Estado.
O ex-prefeito de Vitória e candidato do Republicanos vem sendo apontado como um dos principais nomes da eleição estadual. A presença de Pazolini nas primeiras posições das pesquisas tem colocado seu nome no centro da disputa pelo Palácio Anchieta.
O cenário, porém, permanece aberto. Pesquisas realizadas em diferentes períodos apresentam resultados distintos, mostrando que a corrida eleitoral pode sofrer alterações ao longo da campanha.
Pazolini aparece competitivo em eventual segundo turno
Um dos levantamentos que analisaram a disputa em segundo turno colocou Pazolini em posição favorável diante de Ricardo Ferraço, atual governador e candidato do MDB.
A pesquisa avaliou a possibilidade de uma disputa direta entre os dois nomes que aparecem entre os mais competitivos na corrida estadual. O resultado apontou vantagem de Pazolini nesse confronto específico.
Esse tipo de simulação é utilizado para medir como poderia se comportar uma eleição caso nenhum candidato consiga ultrapassar a metade dos votos válidos no primeiro turno.
Apesar de representar um indicativo sobre a força dos candidatos, o resultado de um segundo turno simulado não significa uma previsão do resultado final das eleições. O comportamento do eleitor pode mudar conforme a campanha avança, novos fatos surgem e os candidatos apresentam suas propostas.
Disputa pelo Palácio Anchieta permanece acirrada
A eleição para governador do Espírito Santo apresenta uma disputa concentrada principalmente entre Pazolini e Ricardo Ferraço, com Helder Salomão também aparecendo entre os nomes testados pelos institutos.
Levantamento do Instituto Perfil divulgado no fim de agosto, por exemplo, mostrou Pazolini numericamente à frente no primeiro turno, com 35,06% das intenções de voto, enquanto Ferraço registrou 32%. A diferença ficou próxima da margem de erro de 2,31 pontos percentuais.
O mesmo estudo foi realizado com 1.800 entrevistados em 50 municípios capixabas, entre os dias 27 e 30 de agosto. A pesquisa foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral sob o número ES-02859/2026 e apresentou nível de confiança de 95%.
Os números mostram que a disputa não apresenta um cenário consolidado. Pequenas diferenças entre os candidatos podem representar empate técnico quando consideradas as margens de erro dos levantamentos.
Outras pesquisas apresentam cenários diferentes
Os resultados variam de acordo com o instituto, o período de entrevistas e a metodologia utilizada.
Uma pesquisa AtlasIntel divulgada no início de setembro mostrou Pazolini na liderança tanto no primeiro turno quanto em um eventual segundo turno contra Ferraço. Nesse levantamento, Pazolini apareceu com 41% no primeiro turno, enquanto Ferraço registrou 28,7%. Na simulação de segundo turno entre os dois, o candidato do Republicanos marcou 46%, contra 39,2% do emedebista.
O estudo ouviu 1.194 pessoas no Espírito Santo entre 26 e 31 de agosto, com margem de erro de três pontos percentuais e nível de confiança de 95%. O levantamento foi registrado no TSE sob o número ES-00206/2026.
Já outras pesquisas apresentaram vantagem para Ferraço. Um levantamento da Quaest divulgado em 27 de agosto apontou o governador com 35% das intenções de voto no primeiro turno, enquanto Pazolini apareceu com 28%.
A pesquisa da Quaest ouviu 804 eleitores entre 23 e 26 de agosto e teve margem de erro de três pontos percentuais, considerando nível de confiança de 95%.
Pesquisa mais recente mostra mudança no cenário
A fotografia mais recente disponível também reforça que a disputa permanece dinâmica.
Pesquisa Real Time Big Data divulgada em 9 de setembro apontou Ricardo Ferraço na liderança do primeiro turno, com 43% das intenções de voto, enquanto Pazolini apareceu com 33%.
No segundo turno simulado entre os dois, o levantamento apresentou Ferraço com 49% e Pazolini com 38%. O estudo ouviu 1.600 eleitores entre 4 e 8 de setembro, com margem de erro de dois pontos percentuais e nível de confiança de 95%.
A diferença entre os levantamentos evidencia como a corrida eleitoral pode mudar de acordo com o momento em que cada pesquisa é realizada. Por isso, os resultados devem ser analisados considerando sempre a data do trabalho de campo e a metodologia utilizada.
Cenário eleitoral ainda pode mudar
Com a campanha em andamento, os candidatos ainda têm espaço para modificar suas estratégias e ampliar ou reduzir a distância em relação aos adversários.
Para Pazolini, os resultados positivos em determinadas pesquisas mostram a capacidade de permanecer entre os principais concorrentes ao Governo do Espírito Santo. Já os levantamentos que apontam vantagem de Ferraço indicam que o atual governador também mantém uma posição competitiva na corrida.
A presença de outros candidatos também pode influenciar diretamente a composição do primeiro turno. Dependendo da distribuição dos votos, uma diferença pequena entre os primeiros colocados pode definir quem avançará para uma eventual segunda etapa.
Além disso, a quantidade de eleitores que ainda não definiu completamente o voto pode ser relevante para o resultado. No levantamento do Instituto Perfil, por exemplo, 45,39% dos entrevistados não responderam ou estavam indecisos na consulta espontânea.
Eleição para o Governo do Espírito Santo
A disputa pelo Governo do Espírito Santo acontece em meio a um cenário político de forte movimentação. Pazolini busca ampliar sua presença no Estado após dois mandatos à frente da Prefeitura de Vitória, enquanto Ferraço disputa a permanência no Palácio Anchieta.
Os diferentes levantamentos publicados ao longo das últimas semanas mostram que não existe uma única tendência consolidada. Em algumas pesquisas, Pazolini aparece na frente; em outras, Ferraço assume a liderança.
Por isso, o resultado apontado por uma pesquisa específica deve ser entendido como um retrato do momento em que as entrevistas foram realizadas, e não como uma antecipação do resultado das urnas.
Com a aproximação da eleição, novos debates, alianças, campanhas e acontecimentos políticos ainda podem interferir na preferência dos eleitores capixabas.
A disputa pelo Governo do Espírito Santo, portanto, segue aberta e com os principais candidatos buscando ampliar seus índices nas pesquisas e conquistar os votos necessários para chegar ao segundo turno — ou, no caso de um candidato conseguir maioria suficiente, vencer a eleição já na primeira etapa.








































